terça-feira, 26 de maio de 2009

Preguntitas sobre Dios



Preguntitas sobre Dios

(Atahualpa Yupanqui)

Un día yo pregunté:
¿Abuelo, dónde esta Dios?
Mi abuelo se puso triste,
y nada me respondió.

Mi abuelo murió en los campos,
sin rezo ni confesión.
Y lo enterraron los indios
flauta de caña y tambor.

Al tiempo yo pregunté:
¿Padre, qué sabes de Dios?
Mi padre se puso serio
y nada me respondió.

Mi padre murió en la mina
sin doctor ni protección.
¡Color de sangre minera
tiene el oro del patrón!

Mi hermano vive en los montes
y no conoce una flor.
Sudor, malaria y serpientes,
es la vida del leñador.

Y que naide le pregunte
si sabe dénde esta Dios:
Por su casa no ha pasado
tan importante señor.

Yo canto por los caminos,
y cuando estoy en prisión,
oigo las voces del pueblo
que canta mejor que yo.

Si ha una cosa en la tierra
más importante que Dios
es que naide escupa sangre
pa’ que otro viva mejor.

¿Qué Dios vela por los pobres?
Tal vez sí, y tal vez no.
Lo seguro es que Él almuerza
en la mesa del patrón.



Simplesmente não precisa comentário, genial.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Emir Sader entra na luta contra o PL Azeredo

Emir Sader escreveu um texto sensacional mostrando os esforços para destruir o patrimônio público brasileiro com a entrega da Petrobras.

Em um trecho do texto, ele escreve: “O senador Eduardo Azeredo, fundador do mensalão mineiro, poderia estar preparando já seu projeto de lei que quer censurar a internet.”

Tal colocação mostra que intelectuais do porte de Emir Sader já estão acordando para a gravidade do tema.

Leia o original em: http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=76549&Itemid=201

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O primeiro massacre de Obama e a Gripe que acabou com a Crise.

Por mais que eu goste do companheiro Obama, eu disse neste blog, no começo do ano, que novo presidente não mudaria nada, apesar de ser um símbolo fortíssimo.

Dito e feito.

Emir Sader registra o primeiro massacre da era Obama, com 150 mortos civis no Afeganistão.

Eu disse que Obama teria sua guerra. Já tem: a do Afeganistão.

Foi Bush quem invadiu, mas Obama é quem terá que fazer o serviço.

A guerra de Bush foi a do Iraque.

E diversas ONGs criticaram Obama por julgar prisioneiro em Guantánamo à moda Bush.

As ações imperiais não mudam da noite para o dia. Não importa quão bom seja Obama.

E a crise mundial? Parece que a gripe suína tirou-lhe a importância. Pelo menos nas manchetes de jornal.

A ditadura da mídia privada burguesa investe em uma tragédia por vez.

"Não faz marola, ô! Não faz marola!"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Show da Coyote Guara - Quinta dia 15 de maio

Show da Coyote Guará nesta quinta-feira (14/05) às 21 horas na Cachaçaria Lupulus, QE 40, rua 11, Polo de Modas (perto do Corpo de Bombeiros).

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ato contra o AI-5 Digital terá transmissão ao vivo pela TV Web da Alesp


Ato contra o Projeto de Lei de Controle da Internet do Senador Eduardo Azeredo (AI-5 Digital) será transmitido via web ao vivo.

O site da Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo é www.al.sp.gov.br


Iniciativa: Deputados Estaduais Simão Pedro - PT
Rui Falcão - PT, Adriano Diogo - PT, Raul Marcelo - PSOL, Carlos Gianazi - PSOL, Jonas Donizetti - PDT;

Deputados Federais Paulo Teixeira - PT
Luiza Erundina - PSB, Manoela D'Avila - PCdoB, Ivan Valente - PSOL

Convocatoria: Intervozes - Instituto Paulo Freire - Rede Livre de Compartilhamento da Cultura Digital, GPOPAI - USP - Epidemia - Coletivo Ciberativismo - Coletivo Digital - Teatro Mágico - Laboratório Brasileiro de Cultura Digital - Attac-Br - 4 Linux - Oboré - CADESC - Francisco Whitaker, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da CNBB - Grupo TORTURA NUNCA MAIS - APN -Agentes de Pastoral Negros do Brasil-SP - Centro Cultural Afro-brasileiro Francisco Solano Trindade - Ação Educativa - A Comunidade para o Desenvolvimento Humano - Partido Pirata.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tarso Genro pede mobilização social para corrigir PL Azeredo

O Ministro Tarso Genro enviou uma carta-resposta em que se compromete a trabalhar para corrigir as arbitrariedades antidemocráticas do Senador Azeredo e pede participação social.

Leia abaixo os dois documentos:

1- Carta do Ministro Tarso Genro

2- Carta de militantes gaúchos pela liberdade da Rede




Ao Deputado Paulo Teixeira

E aos companheiros José Tavares, Marcelo Branco, Sady Jacques, Juberlei Bacelo, Celso Woyciechowski,

A aprovação, no Senado Federal, do substitutivo apresentado pelo senador Eduardo Azeredo ao Projeto de lei nº 84, de 1999, que dispõe sobre os crimes cometidos na área de informática, intensificou o debate público sobre o tema. Felizmente, vieram em tempo as críticas da sociedade civil à regulamentação penal da Internet e aos problemas trazidos pelos tipos penais e pelos mecanismos de controle do projeto de lei.
Pela carta que recebi, estamos claramente do mesmo lado na discussão sobre a Internet no Brasil. Ao elaborar uma nova proposta, o Ministério da Justiça estabeleceu como premissa o respeito à democratização da Internet e a necessidade de aprofundar a inclusão digital no país. Somos contrários, evidentemente, ao estabelecimento de quaisquer obstáculos à oferta de acesso por meio de redes abertas e à inclusão digital, ao vigilantismo na Internet e a dificuldades para a fruição de bens intelectuais disseminados pela Internet.

A aprovação do projeto de lei no Senado demonstrou o perigo de uma legislação com esses problemas ser aprovada caso não haja reação forte e decidida dos setores democráticos da sociedade. Estamos a serviço desses setores. Por isso mesmo, a proposta que levamos à discussão foi – e ainda vem sendo – debatida no interior do Poder Executivo, em reuniões coordenadas pela Casa Civil com representantes da sociedade civil e empresas que participam da inclusão digital no Brasil (lan houses e provedores), em São Paulo, em Brasília, no Fórum Social Mundial e, esperamos, nas próximas oportunidades em que possamos contribuir. O deputado Paulo Teixeira, presente na maior parte dessas ocasiões, testemunhou nosso empenho em corrigir os graves problemas do projeto de lei aprovado no Senado. Para isso, precisamos sim de auxílio para a construção de um texto alternativo ao que hoje parece estar próximo de ser aprovado.

Com a nova proposta, procuramos clarear nossos posicionamentos: garantir que as iniciativas de inclusão digital não arquem com os altos custos de armazenamento de dados informáticos; excluir o dispositivo que obriga os provedores de acesso a informar à autoridade competente denúncia que tenha recebido e que contenha indícios da prática de crime ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade; estabelecer e melhorar o conceito de provedor de acesso; reformular os crimes de acesso indevido a informações em sistemas informatizados e de inserção e difusão de código malicioso, excluindo-se, ainda, diversos tipos penais desnecessários, porque já previstos na legislação vigente. Ressalte-se, também, que procuramos retirar todas as possibilidades de os crimes previstos no PL atingirem direitos de propriedade intelectual.

Estamos convictos de que essas mudanças foram positivas, embora talvez ainda não tenham solucionado todos os problemas do projeto de lei aprovado no Senado. Na última reunião de que participamos, representantes da sociedade civil se prontificaram a apresentar uma nova redação para o substitutivo, inclusive com o aporte de conhecimentos técnicos de que não dispomos. Recebemos com entusiasmo a idéia de uma regulamentação civil da Internet e a oposição pública aos equívocos do projeto de lei, que tem impedido a aprovação impulsiva do projeto hoje na Câmara dos Deputados.

Acreditamos ser possível chegar a um projeto adequado à realidade brasileira, que contenha garantias para que a população não tenha seus hábitos na Internet analisados sem autorização judicial, e que os esforços para disseminar a Internet sejam encorajados cada vez mais. No entanto, é imprescindível que recebamos contribuições dos representantes da sociedade civil, pois só assim poderemos construir uma regulamentação que não reproduza os problemas do projeto de lei aprovado no Senado.

Mantemos nosso compromisso de participar desse debate, liderado pelo deputado Paulo Teixeira. Permanecemos à disposição para auxiliar nas discussões do projeto de lei, no Congresso Nacional ou fora dele. E reafirmamos nosso apoio às alterações que fortaleçam a inclusão digital e que protejam os usuários da Internet de abusos cometidos por quaisquer autoridades.


Tarso Genro





Porto Alegre, 25 de abril de 2009.

Ao Ministro Tarso Genro:

Parcela importante da sociedade civil organizada do Rio Grande do Sul declara-se extremamente preocupada com a possível aprovação da Lei de Controle da Internet, proposta pelo substitutivo do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Justamente no momento em que debatemos e lutamos pela radicalização da democracia no país, e nos esforçamos para que não haja descontinuidade eleitoral de nosso Governo democrático popular no plano Federal, surge a ameça de uma lei que representará na prática um “AI-5 Digital”.

A Lei Azeredo irá criminalizar em massa, práticas comuns na Internet; irá tornar mais caros nossos projetos de Inclusão Digital; proibirá as Redes Abertas; piorará a legislação referente à propriedade intelectual; legalizará a delação e o vigilantismo; inviabilizará sites de conteúdo colaborativo; atacará frontalmente a privacidade individual e oferecerá mecanismos digitais para que ressurjam perseguições politicas como houve nos tempos da ditadura.

Teremos uma Internet controlada, pior do que em países como Arábia Saudita, Nigéria e China.

Sendo assim, reivindicamos:

* Arquivamento do “substitutivo” organizado dentro do Ministério da Justiça;
* Apoio à não-aprovação do PL Azeredo, especialmente através da supressão dos artigos 285-A, 285-B, 163-A e 22;
* Constituição de uma comissão de membros da sociedade civil organizada, para redação de uma proposta de marco regulatório civil da Internet brasileira;
* Agenda com Vossa Excelência, em regime de urgência, para tratarmos destas iniciativas e suas conseqüências.

Assinam esse documento:

* Setorial de Tecnologia da Informação do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (Setorial de TI do PT-RS);
* Associação Software Livre.Org (ASL.Org);
* Associação Gaúcha dos Profissionais na Área de Tecnologia da Informação e Comunicação (APTIC-RS);
* Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários);
* Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS).

Maiores informações : http://fsfla.org/svnwiki/trad/cibercrimes/alerta-parlamentar.pt

Contatos:

José Tavares (Setorial de TI do PT-RS) – tdaj@uol.com.br – (51) 9251 9103

Marcelo Branco (ASL.Org) – marcelo@softwarelivre.org – (51) 9736 3076

Sady Jacques (APTIC-RS) – sady@via-rs.net – (51) 8213 5999

Juberlei Bacelo (SindBancários POA) – juberlei@sindbancarios.org.br – (51) 9805 2617

Celso Woyciechowski (CUT-RS) – celso@sintaers.com.br – (51) 9967 1278

terça-feira, 5 de maio de 2009

Lançada versão 1.0.1 do i-Educar

A nova versão do sistema de Gestão Escolar I-Educar foi disponibilizada hoje no portal do Software Público brasileiro - clique aqui (o acesso exige cadastro prévio, mas gratuito).

A versão 1.0.1 é resultado da produção colaborativa, liderada por técnicos da Cobra Tecnologia.

Parabéns a todos!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Doze anos sem Paulo Freire

“A pedagogia tem de ser forjada com ele (o oprimido) e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação, em que esta pedagogia se fará e refará."
(FREIRE, Paulo. Pedadgogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.)


Aos 2 de maio de 1997 falecia Paulo Freire. Sua obra dispensa apresentações e, sem dúvida, seu legado contribui também para a maioria dos principais projetos de inclusão digital que se estebeleceram pelo país.
Compartilho este pequeno vídeo onde é possível perceber a delicadeza de pequenos gestos que evidenciam o aspecto revolucionário da obra de Paulo Freire.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

1 de Maio - também uma luta semântica

Não tem jeito. O calendário insiste com uma anotação no dia 1 de Maio em letras vermelhas: Dia do Trabalho. A folhinha da farmácia está assim, os jornais de hoje trazem "o que fazer no feriado do dia do trabalho". Durante o dia a imprensa insiste na cobertura das festas do dia do trabalho.

O peleguismo venceu? Muito pior! Tentam criar a atmosfera da comemoração da atividade e do emprego (comemorar por você ter um!). Comemorar a atividade é muito diferente de comemorar o ser, o trabalhador, aquele que vende sua mão de obra ou mesmo comemorar aquele que transforma a matéria prima, que cultiva a terra, que transforma idéia em conhecimento, que empreende, que cuida, que educa e luta.

A troca do substantivo força uma comemoração ao ato de trabalhar e não àquele que executa o trabalho. Falsamente cria uma atmosfera de comemorar aquilo que você pode ter enquanto tantos outros o desejam, deixando à margem a agenda por melhores condições de trabalho, da redução da jornada, pelo salário justo e digno, pela qualidade do transporte coletivo, pela eliminação das discriminações de raça, cor e gênero. Bandeiras históricas da luta dos trabalhadores desde a greve em Chicago de 1886.

Mas comemorar o Trabalhador também pode estar parecendo "démodée", coisa de sindicalista, de operário. Como se os trabalhadores da nova economia não o sejam; como se o apertador de parafusos de Chaplin não tivesse sintonia com os pseudo-executivos, programadores, analistas e atendentes de contact-center - esses "trabalham", mas não são "trabalhadores".

1 de Maio! Dia do Trabalhador (SIM!)! Dia de luta por emprego, por condições de trabalho, por redução da jornada de trabalho, direitos trabalhistas, participação nos lucros, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.