quinta-feira, 1 de maio de 2008

Software Livre e mudança cultural

Ontem tive uma conversa que me fez refletir sobre a forma como estamos trabalhando na implementação de Software Livre no Governo Federal. A conversa foi na linha de que precisamos convencer as pessoas para efetuar a migração e que isto é um processo primeiro de mudança cultural e sensibilização e depois de migração.

Penso diferente. Um processo de mudança não ocorre sem momentos de tensão e ruptura. Resgatando um pouco a dialética marxista. As mudanças ocorrem pela contradição, pelo conflito. Vejo a mudança cultural como elemento de construção constante, resultados tanto dos conceitos por trás do software livre, como das vantagens práticas de seu uso.

Em qualquer organização existe uma cultura cristalizada e conservadora, no sentido de avessa a mudanças. As pessoas podem compreender a idéia, estar sensibilizada sobre a importância dos processos de mudanças, mas mesmo assim não admitem se mover da sua zona de conforto. Seguidamente encontramos pessoas que são grandes defensoras do Software Livre, mas que na sua zona de domínio não agem adequamente, evitando, por exemplo, a migração da sua estação de trabalho.

O processo de migração é um processo que além e convencer precisa levar as pessoas a se moverem da sua zona de conforto. Neste momento elementos normativos e impositivos são fundamentais para concretizar passos de migração dentro das corporações, já que as prioridades de trabalho das pessoas tendem a ser diferentes das prioridades das organizações.

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